Dia dos Animais: conheça os protagonistas de quatro patas da Segurança Pública do Ceará
14 de março de 2026 - 14:27 #Animais protagonistas #BPChoque #CBMCE #Dia dos Animais #Forças de Segurança #PCCE #PMCE #RPMont #SSPDS
Texto: Tainá Ribeiro / Ascom SSPDS
Fotos: Acervo SSPDS
Leais, companheiros, protetores e extremamente inteligentes. No dia 14 de março é celebrado o Dia Nacional dos Animais, uma data dedicada a reconhecer a importância desses seres da segurança pública que foram destinados a ajudar a população.

Em homenagem à data, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) apresenta alguns dos animais que atuam ao lado das Forças de Segurança do Estado. São cães que integram equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE), do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) e da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).
Treinados para diferentes missões, esses animais desempenham papéis fundamentais em ações como buscas, resgates, localização de pessoas desaparecidas e apoio em operações policiais, demonstrando coragem, disciplina e uma parceria única com seus tutores.
Duck – Cão de resgate do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE)
Com seis anos de idade, Duck é um Border Collie que atua no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE). Treinado para operações de busca e resgate, o cão é especializado na localização de vítimas em diferentes cenários, como desabamentos, áreas de mata e soterramentos.

Com faro apurado, agilidade e muita energia, Duck auxilia as equipes de resgate na localização de pessoas desaparecidas ou presas sob escombros. O cão possui três certificações nacionais e é habilitado em todas as modalidades de busca.
Além da atuação operacional, Duck também contribui para a formação de novos cães de trabalho. Ele é pai de uma ninhada de futuros cães de resgate, fruto do cruzamento com uma cadela da Marinha do Brasil.
Missões importantes
Ao longo da carreira, Duck participou de diversas missões relevantes em diferentes estados do Brasil. Entre elas, estão as operações de busca por vítimas durante o desastre no Rio Grande do Sul, a atuação em uma ocorrência de soterramento em Teresina e a participação nas buscas por crianças desaparecidas no município de Bacabal, no Maranhão.

Cães de busca e resgate como Duck possuem olfato altamente sensível, além de velocidade e resistência, características essenciais para localizar vítimas em situações críticas.
Em muitas ocorrências, são esses cães que encontram primeiro quem precisa de ajuda, tornando o trabalho das equipes de resgate mais rápido e aumentando as chances de salvamento.
Treinamento
Cães de resgate podem pertencer a diversas raças e são treinados para desenvolver comportamentos específicos de busca. Alguns são preparados para localizar odores humanos, como o hálito ou o odor corporal, dentro de uma área determinada. Outros, conhecidos como cães de rastreamento, seguem o rastro deixado por uma pessoa desaparecida por meio do cheiro.
O treinamento começa ainda nas primeiras semanas de vida, quando os filhotes passam por testes e avaliações comportamentais. O adestramento ocorre diariamente, seja durante a alimentação, nas brincadeiras ou nas caminhadas.
Nesse processo, o cão desenvolve um forte vínculo com o bombeiro responsável por seu treinamento. Com o tempo, a dupla se torna uma verdadeira parceria nas operações. A capacitação dura, em média, dois anos, período em que o animal passa por provas simuladas de busca antes de atuar oficialmente em missões de resgate.
Escalybur – Cavalo de policiamento e equoterapia do Regimento de Polícia Montada Coronel Moura Brasil (RPMont) da PMCE
Com 18 anos de idade, Escalybur é um cavalo mestiço de Brasileiro de Hipismo que marcou a história do Regimento de Polícia Montada Coronel Moura Brasil (RPMont), da Polícia Militar do Ceará (PMCE). Durante mais de uma década, ele atuou no policiamento montado, auxiliando os policiais em ações de patrulhamento e segurança.

Atualmente, Escalybur integra o Projeto Social de Equoterapia da corporação, contribuindo para o atendimento de crianças e pessoas com deficiência, ajudando no desenvolvimento físico, emocional e social dos praticantes.
Considerado um dos animais mais marcantes do regimento, Escalybur é conhecido por sua inteligência e temperamento dócil. No quartel, ele também protagoniza momentos curiosos: o cavalo já aprendeu a abrir as porteiras do próprio espaço e até a dos colegas, o que às vezes causa uma pequena “confusão” no local. Mas seu momento preferido é quando recebe cenouras das crianças atendidas pelo projeto.

Treinamento
Os cavalos destinados ao policiamento passam por um processo de treinamento desde jovens, conduzido pela equipe de doma do regimento. Durante essa fase, os animais são preparados para a montaria e para o uso de equipamentos como sela, embocadura e outros materiais utilizados pelos policiais.
Além disso, eles participam de exercícios de adaptação a estímulos sonoros e visuais, como balões, sacos plásticos, poças d’água, fogos de artifício e outros elementos que podem surgir durante o policiamento em ambientes urbanos e em grandes eventos.
Os animais também são treinados para atuar em diferentes tipos de terreno, como asfalto, grama e areia, garantindo segurança e controle durante as atividades operacionais.
No caso da equoterapia, são selecionados cavalos com temperamento mais dócil e experiente. Esses animais precisam se adaptar ao ritmo de cada praticante, podendo realizar andaduras mais lentas ou mais dinâmicas, de acordo com a necessidade terapêutica de cada pessoa.
Graco – Cão de guarda e proteção de estádio do BPChoque da PMCE
Graco é um Rottweiler de cinco anos que atua no Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) da PMCE. O cão policial participa do patrulhamento com viaturas operacionais, auxiliando os policiais durante abordagens, no Controle de Distúrbios Civis e no policiamento em grandes eventos, especialmente em estádios.

O animal já atuou em diversos jogos importantes na Arena Castelão, realizando o policiamento com cães nos flancos do gramado e ajudando a prevenir possíveis invasões de campo. Ao longo de sua trajetória operacional, Graco também participou de diversas operações policiais que resultaram em prisões de suspeitos de homicídio, além da apreensão de armas e entorpecentes.
Graco também contribuiu para o XIII Cinotecnia, evento realizado pela Companhia de Policiamento com Cães (CPCães), onde atuou nas atividades de guarda e proteção, auxiliando no treinamento e aprendizado dos alunos participantes.
O cão chegou à CPCães por meio de uma doação, quando tinha um ano e meio de idade e já pesava cerca de 52 quilos. De porte grande e musculoso, Graco chama atenção pela força e imponência. Apesar da aparência robusta, é um animal bem socializado e amigável com as pessoas do convívio diário.
No entanto, durante as atividades operacionais, demonstra toda sua capacidade de atuação. Treinado para guarda e proteção, Graco executa suas funções com precisão e disciplina, utilizando sua força e porte físico para cumprir as missões ao lado dos policiais.

Hoje, ele se destaca por ser um dos maiores cães da CPCães em peso e estrutura física, uma combinação que contribui para sua grande capacidade de atuação nas operações.
Treinamento
No caso de Graco, o treinamento é voltado para atividades de guarda e proteção. O processo começa com a etapa de obediência básica, em que o cão aprende comandos essenciais, como sentar, deitar, permanecer e vir quando chamado.
Após estabelecer o vínculo com o condutor e dominar os comandos iniciais, o animal inicia o treinamento específico de proteção. Nessa fase, ele aprende técnicas controladas de imobilização e mordida, sempre de forma orientada, para atuar na defesa do condutor e no apoio às ações policiais.
Esse preparo garante que o cão aja com precisão e controle durante as operações, utilizando suas habilidades naturais de forma segura e eficaz.
Shiryu – Cão de faro de entorpecentes da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE)
Com oito anos de idade, Shiryu é um dos cães que atuam no combate ao tráfico de drogas ao lado da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). O pastor-belga da raça Malinois chegou à corporação ainda jovem, com apenas dois anos, e desde cedo demonstrou um faro apurado e grande aptidão para o trabalho policial.

Treinado para a detecção de substâncias entorpecentes, Shiryu atua atualmente na Delegacia de Narcóticos (Denarc), auxiliando equipes policiais na localização de drogas durante operações e ações investigativas.
O cão integra o núcleo de operações com cães, um serviço especializado que atua no enfrentamento ao tráfico de drogas. Além de participar de operações na Capital, Shiryu também é deslocado para ações na Região Metropolitana de Fortaleza e em municípios do interior do estado, sempre que há necessidade do apoio de um cão farejador.

O trabalho do animal não se restringe à Denarc. Shiryu também já atuou em apoio a outras delegacias da Polícia Civil, além de colaborar em operações conjuntas com equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Treinamento
Capaz de detectar até 12 tipos de substâncias entorpecentes, Shiryu passou por um treinamento específico que utiliza a brincadeira como estímulo. O processo começa com uma bolinha, um dos objetos preferidos dos cães. A partir dessa brincadeira, o odor das substâncias é gradualmente introduzido.
Assim, quando o cão encontra drogas durante uma operação, ele acredita estar localizando a bolinha, que funciona como sua recompensa.
Outro ponto importante é que o animal não tem contato direto com o entorpecente. Ele apenas identifica o odor da substância, o que ajuda a desfazer o mito de que cães farejadores se tornam dependentes de drogas. Durante treinamentos e operações, os policiais garantem que o cão não tenha contato direto com o material ilícito.
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