Polícia Civil desativa paiol e prende dois suspeitos de comercializar munições e explosivos em Quixadá
20 de outubro de 2017 - 19:57

Após dois meses de investigações da Polícia Civil do Estado do Ceará, dois homens foram presos suspeitos de manter um paiol e de comercializar munições e materiais explosivos, no município de Quixadá, na Área Integrada de Segurança 15 (AIS 15), nessa quinta-feira (19). Diversos materiais foram apreendidos em uma loja e na residência de um dos suspeitos. Ao todo, os agentes de segurança apreenderam 39.257 mil munições de vários calibres, nove toneladas de chumbo, quatro toneladas de pólvora, mais de R$ 10 mil em espécie e R$ 15 mil em folhas de cheque. O resultado da ação foi divulgado em coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira (20), que contou com a presença do secretário da Segurança Pública, André Costa, do secretário adjunto da SSPDS, Alexandre Ávila, e do Delegado Geral da Polícia Civil, Everardo Lima.

O resultado das ações policiais que culminaram nas prisões de dois homens e na apreensão de vasto material bélico foi destacado pelo secretário André Costa, que citou o impacto da retirada de circulação desse material no comércio ilegal de armas tem sobre os crimes contra a vida e o patrimônio no Interior do Ceará. "São ações como essa que a gente percebe a importância que tem o trabalho de investigação da Polícia Judiciária. Caso esse material não fosse desvendado, isso aqui seria utilizado para abastecer muitas armas ilegais, armas que seriam utilizadas para fazer assaltos a bancos, homicídios e outros roubos, reprimindo e prevenindo uma centena de crimes que poderiam ser praticados, não só no Interior Sul do Estado do Ceará, como em todo o Estado. Quem sabe até aqui na Capital também. Quero parabenizar as equipes de Quixadá e do DPI Sul por essa investigação e pelo resultado dela", comemorou o secretário.
As investigações indicaram a exata localização dos depósitos onde eram armazenadas as munições e os explosivos. Uma loja localizada dentro de uma galeria em um centro comercial de Quixadá, que vendia cereais e produtos regionais, servia de ponto de comercialização do material, segundo apurado no trabalho investigativo. Outro ponto comercial no mesmo local ficavam as munições. Esse box ficava com as portas fechadas e só era aberto quando o cliente solicitava o material bélico. A operação resultou nas prisões dos empresários Célio Morais Holanda, conhecido por ?Nego do Alho?, e do genro dele, José Nilton Oliveira Vidal Junior. Ambos não possuíam antecedentes criminais. Dois irmãos de Célio, identificados como ?Agenor do Alho? e ?Assis do Alho?, já haviam sido presos por comércio ilegal de munições. Ainda durante as diligências, os policiais encontraram mais munições e artefatos explosivos escondidos no andar superior da casa de Nilton. Além disso, foram apreendidas uma balança digital e uma espingarda calibre 40 com numeração suprimida.

De acordo com as informações levantadas durante as investigações, a equipe policial verificou que os suspeitos escondiam os materiais ilícitos dentro de caixas de produtos de higiene, de eletrodomésticos e até de alimentos para não levantar suspeitas. O transporte era feito da casa de José Nilton Oliveira Vidal Junior até a loja que ficava próxima ao box onde eram armazenados os artefatos explosivos e as munições. No dia da prisão, os agentes perceberam que quando o cliente solicitava a encomenda, Célio ligava para Nilton abrir o box com o material clandestino. Dessa forma, as prisões em flagrante puderam ser realizadas pelas equipes.
Os empresários foram autuados em flagrante pelos crimes de receptação (por não apresentarem nota fiscal dos produtos apreendidos); crimes ambientais (por haver recipientes contento veneno, popularmente conhecido por chumbinho); posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo, acessório ou munição, crime este com pena aumentada da metade, pois foram encontradas munições de uso proibido ou restrito. O trabalho da Polícia Civil segue para saber a procedência do material apreendido, já que os suspeitos não apresentaram licença para comercialização.