DHPP conclui investigações sobre a morte de Rakelly Matias
4 de outubro de 2016 - 16:34

José Leonardo Vasconcelos Gracindo (33) confessou o crime
O inquérito que investigava a morte da menina Rakelly Matias Alves, que estava a cargo da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará, foi concluído e remetido à Justiça nesta terça-feira (04). José Leonardo Vasconcelos Gracindo (33), que é réu confesso no crime, foi indiciado nos artigos 121, 217 A e 211, que consistem, respectivamente, em homicídio duplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. O infrator foi transferido, no dia 25 de setembro, para o Sistema Penitenciário do Estado.
A DHPP solicitou à Perícia Forense (Pefoce) a indicação de um perito para a realização de uma reconstituição do crime. Isto porque no dia do ocorrido, o suspeito estava com um ferimento na perna, em decorrência de um acidente de moto. Dessa maneira, a simulação do fato contribuirá para inserir ou descartar a participação de uma segunda pessoa na morte de Rakelly.
O crime
Rakelly Matias Alves foi vista pela última vez, no dia 21 de setembro, pouco depois do meio dia, na localidade de Gereaú, em Itaitinga, onde residia. Desde então, a Polícia realizava investigações para descobrir o paradeiro da menina. Policiais da Delegacia Metropolitana de Itaitinga e da Delegacia de Combate a Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) realizavam diligências em Itaitinga e em Fortaleza.
O corpo da menina foi achado em um cacimbão, no final da tarde do último dia 24 de setembro, por policiais da DHPP, que passaram a investigar o caso. O local onde a menina foi encontrada é vizinho à residência da família e o suspeito do crime era caseiro do local.
Investigações
No último dia 29, uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), coordenada pela Delegada Socorro Portela, esteve em Sobral – na Área Integrada de Segurança 12 (AIS 12) – para ouvir familiares do caseiro José Leonardo, conhecido por "Zé". Os depoimentos foram colhidos na Delegacia Regional de Sobral. No total, quatro pessoas foram ouvidas.
Socorro Portela ouviu dois irmãos de "Zé", um deles morava no sítio onde ocorreu o crime, além da esposa, identificada como De Jesus, e o filho do caseiro. O irmão que morava no sítio informou a Polícia que não viu Rakelly no local no dia do crime e negou qualquer participação no fato. Ele passou ainda por exame de corpo de delito, além de fornecer material genético para análises. De Jesus também afirmou não ter visto Rakelly no sítio no dia do crime. Na ocasião, o filho de "Zé", de onze anos, foi ouvido na presença do Conselho Tutelar.