Polícia Civil captura grupo criminoso condenado por crimes em Caucaia
17 de agosto de 2016 - 19:05
Uma operação desencadeada pela Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas, na manhã de hoje (17), resultou nas capturas de cinco pessoas condenadas por práticas criminosas em Caucaia, na Área Integrada de Segurança 07 (AIS 07) do Estado. Outras três pessoas envolvidas no grupo criminoso foram capturadas ontem.
Cerca de 35 policiais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e de prisão. Os trabalhos foram realizados em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Eusébio. No total, foram capturadas oito pessoas que foram condenadas pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, homicídios, porte ilegal de arma de fogo, além de lavagem de dinheiro.
Foram presos, na manhã de hoje, Sulamita de Souza Melo (37), Rita Samia Carneiro Rocha (43), Antônio Francisco Ribeiro (55) e Emanoel Vieira dos Santos (34), além de ter sido dado ciência do mandado de prisão em desfavor de Paulo Sérgio Viana Laurentino (28), que já se encontrava preso no 7º Distrito Policial. Também na manhã de hoje, foi capturada Priscila Castro Barroso (30), namorada de Adriano Soares Menezes (33), o "Vô" ou "Vein", apontado como um dos chefes do grupo criminoso. As investigações apontam que a mulher era responsável pela movimentação financeira do esquema de tráfico de drogas do namorado. Durante o dia de ontem (16), foram capturados Albaniso Carneiro (71), Emanuel Vieira dos Santos (34) e Lucivania Nunes da Silva (32).
Grupo criminoso desarticulado
O grupo, chefiado por Antônio Gerlando Sampaio Viana (32), o "Toinho das armas"; Antônio Lucivando Nunes da Silva (34) e Adriano Soares Menezes (33), o "Vô" ou "Véio" – os três já se encontravam presos -, foi desarticulado em 2013, após investigações realizadas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Na época, parte do grupo foi preso com nove armas, sendo três pistolas, um revólver, quatro espingardas e uma carabina tipo Magal de fabricação israelense.
O bando é apontado por diversos crimes como tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de arma. As investigações, desenvolvidas pela Polícia Civil, sobre essa associação criminosa resultou na identificação de 35 membros, dos quais, 34 foram condenados. As penas variam entre 15 e 53 anos de reclusão. Os três chefes do grupo foram encaminhados para presídios federais, porém Adriano já retornou para o Ceará e atualmente cumpre pena na Penitenciária de Segurança Máxima de Pacatuba.